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A piscina e a Cruz

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“ Hoje me recordo que aquela noite estava muito quente… e por ser o professor de natação da escola há mais de 10 anos, mantinha as chaves comigo. Resolvi nadar um pouco para afastar o calor e pensamentos estranhos. Lembro-me que era uma noite iluminada por uma lua brilhante, cheia e muito linda.

 

Caminhei devagar até a escola. Abri a porta e, como conheço cada centímetro desse lugar, nem me preocupei em acender a luz. Fui em direção à escada que leva ao trampolim… senti o corrimão frio de alumínio … lentamente fui subindo cada degrau.. não tinha pressa alguma… e confesso que nunca havia sentido tal emoção. Ao chegar no fim da escada, caminhei até a base do trampolim de concreto, sabia a distância exata da água… eu sabia tudo sobre saltos… eu sabia tudo…

 

Subitamente minha atenção foi desviada para a luz que vinha de uma janela à minha frente. Era a luz da lua que brilhava através do teto de vidro. Quando estava sobre o trampolim, vi minha sombra na parede em frente. Abri os olhos e vi refletido às minhas costas um homem com braços abertos em forma de cruz. Engraçado, eu que nunca fui religioso, pensei na cruz de Jesus e em seu significado.

 

Quando criança aprendi um cântico, cujas palavras me vieram à mente e me fizeram recordar que Jesus tinha morrido para nos salvar por meio de seu precioso sangue, lembro-me que ele não foi muito compreendido e morreu assim.. como esta sombra na parede, de braços abertos… em uma cruz…Que estranho! Parecia que eu via seu rosto… que brisa é essa? De onde será que vinha essa brisa refrescante?? Não sei quanto tempo permaneci ali de braços abertos, contemplando a minha sombra na parede… Só sei que cada vez mais sentia uma paz… paz absoluta… paz de espírito.

 

Desisti de pular, nem eu sei por que, talvez a brisa, a paz, talvez o rosto daquele homem, talvez a cruz, não sei… Somente resolvi descer os degraus sem pressa, parecia que eu estava sendo conduzido… leve…

 

Ao chegar a beira da piscina resolvi ver se a água estava gelada. Abaixei-me e estiquei meu braço… espanto!!! Não senti a água… sentei-me e coloquei os dois pés dentro da piscina… não senti a água. Levantei-me e procurei o interruptor para acender a luz. Acendi e vi que o pessoal da manutenção havia esvaziado a piscina depois da última aula. Tremi todo e senti um calafrio na espinha. Se eu tivesse saltado, seria meu último salto.

 

Nesse dia eu senti que Jesus existe, que seus anjos estão ao nosso lado em todos os momentos. Que precisamos apenas silenciar nossos medos, nossa ansiedade, nosso egoísmo, nossas reclamações, que não acabam nunca. É só silenciar e sentir…”

 

 

 

 

Acredito que a maioria de nós, se nos dispusermos a pensar, refletir, veremos que tivemos pelo menos uma vez na vida, uma experiência digna de ser testemunhada, como a mensagem acima. Porém, o que acontece é que esses pequenos ou grandes acontecimentos muitas vezes passam despercebidos aos nossos olhos. A vida está cheia desses acontecimentos, ou “milagres”, uma foto que te lembra de algo que você estava esquecendo, a perda de uma viagem, impedindo que você sofresse um acidente.

 

É como uma voz interior, um sexto sentido, uma intuição, que não sabemos como, está sempre presente, quer tenhamos consciência ou não, que nos antecipa algo que pode ocorrer se uma determinada decisão for tomada. Podemos até ignorá-la, mas ela está sempre lá. É a nossa sabedoria divina. E para ouvi-la é preciso silenciar. É lá que vamos encontrar todas as respostas.

 

Grande abraço,

 

Elisabeth Sversut

1 comentário

  1. Ótimo texto! Muito bom ver o cuidado do Pai com cada um de nós!

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