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As correntes e o elefante

Global Filming Project Best Of 03

 

” Quando eu era criança, adorava o circo. O que mais gostava de ver eram os animais. O elefante era o que mais me chamava a atenção. Durante o espetáculo, aquele animal enorme fazia uma demonstração de força descomunal. Mas depois da apresentação, o elefante  ficava amarrado por uma das patas com uma corrente presa numa pequena estaca cravada no chão.

 

 

No entanto, a estaca era só um minúsculo pedaço de madeira apenas enterrado uns centímetros no chão. Ainda que a corrente era grossa e poderosa, parecia óbvio que um animal capaz de arrancar uma árvore com um pequeno esforço, se poderia libertar com facilidade da estaca e fugir! Porque não foge? O que o segura então?

 

 

Perguntei a um adestrador e ele explicou que o elefante não escapa porque é amestrado. Fiz então a pergunta óbvia: “Então, por que o prendem?” Não houve resposta coerente! Há alguns anos descobri que, por sorte minha, alguém havia sido bastante sábio para encontrar a resposta: O Elefante do circo não escapa porque tem estado preso a uma estaca desde muito, muito pequeno e acredita verdadeiramente  que não pode soltar-se “.

 

 

Se pararmos um pouco e  imaginarmos como foram as primeiras experiências do elefantinho, poderemos vê-lo tentando se soltar. Desesperadamente empurra, puxa, tenta soltar-se e apesar dos esforços, nada consegue, porque a estaca é forte demais para ele. No dia seguinte tenta novamente  sem sucesso e até que um dia cansado, desiste de tentar e aceita seu destino, acreditando ser incapaz de muda-lo.

 

Assim acontece muitas vezes conosco.  Mantemos guardado no inconsciente, recordações, crenças,  valores negativos, que são semelhantes a “ estacas ” ou “ correntes invisíveis” que nos mantém presos, limitados.  Semelhante ao elefante, os pensamentos que surgem  são: “ não sou capaz,”  “não tenho forças”, não sou competente”. São formadas  na infância, no meio familiar. Pode ser por coisas que ouvimos de nossos pais, colegas de escola, amigos, irmãos…

 

A única maneira de “arrebentar as correntes” é  primeiramente se percebendo, se auto analisando para identificar quais “estacas/ correntes” (medos)  –  nos mantém presos, depois fazendo o enfrentamento  desses medos e finalmente , mantendo viva a esperança   de que sempre é possível mudar e para melhor!

 

Grande abraço,

 

Elisabeth Sversut

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