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Primeiro eu depois o outro…

mascara-de-oxigenio

 

Muitas foram as vezes em que viajei de avião, mas foi numa dessas viagens de trabalho, no ano de 1998, que o insight bateu de uma forma inexplicável, surpreendente.

 

Todo mundo que viajou ou viaja de avião em algum momento já se atentou com o início dos procedimentos antes da decolagem, quando a comissária de bordo inicia as orientações gerais aos passageiros dizendo mais ou menos assim:

 

– ” Em caso de despressurização, máscaras cairão automaticamente… Use-a primeiro em você e depois na pessoa que estiver ao seu lado…”

 

Embora tivesse ouvido tantas e tantas vezes, naquele dia foi como se estivesse ouvindo pela primeira vez. Entendi naquele momento a importância daquelas palavras e compreendi que a essência da psicologia estava ali, sendo simbolicamente explicada de uma forma simples, clara e extremamente assertiva.

 

Tenho repetido essa frase em quase todos os cursos que ando ministrando, porque a considero de suma importância para o entendimento das nossas emoções.

 

Venha comigo, acompanhe meu raciocínio. Imagine você, dentro de um avião, viajando com seu filho ainda pequeno de 1 ou 2 anos de idade. De repente, no meio do voo, máscaras começam a cair automaticamente. Opa, sinal de perigo! Algo está acontecendo… O que a maioria das mães e pais instintivamente pensaria em fazer? Colocaria a máscara de oxigênio em quem primeiramente?

 

Certamente a maioria das pessoas responderia que colocaria na criança, pensando em salvá-la, esquecendo-se até de si mesmo, certo? Pois é, mas aí está o perigo! Por quê? O que acontece? A mãe na ânsia de salvar o filho coloca a máscara nele. Mas e aí? Poucos segundos depois ela irá desmaiar porque lhe faltará oxigênio. E daí não haverá ninguém mais para colocar novamente o oxigênio na criança. Resultado: morrem os dois.

 

Imaginem a mesma cena novamente: caem as máscaras de oxigênio, imediatamente e primeiramente você usa em você – inspira, enche o pulmão, se nutre do oxigênio e rapidamente coloca na criança, ela inspira, você coloca outra vez e respira, depois novamente na criança… e assim sucessivamente. Conclusão: os dois sobrevivem.

 

Concluindo a simbologia desta mensagem – não tem outro caminho: primeiro “Eu” depois o “Outro”. Se eu estiver bem eu vou conseguir ajudar a todos que estão à minha volta. Não é possível tentar ajudar o outro se eu não estiver inteira. E ter essa consciência, não significa que não nos importamos com aqueles que amamos, mas sim, que é preciso estar bem consigo mesmo para ter condições de ajudar aqueles que necessitam.

 

E o que é estar bem? É se cuidar, é se sentir especial, é fazer coisas que lhe dê prazer, que proporcionem momentos de felicidade. Creia, as coisas mais simples, conscientemente valorizadas, são as que podem nos trazer mais bem estar. É tudo de bom você se reservar um tempo, mesmo que seja para ir a um cinema, fazer a unha, passar a tarde com uma amiga, fazer um curso que há tempos deseja fazer, etc.

 

Que você possa fazer seguras e felizes “viagens”.

 

Grande abraço e ótima semana a todos!!

 

Elisabeth Sversut

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