#main-nav ul li.menu-item-home a , #main-nav ul li.menu-item-home.current-menu-item a{ background-image: none !important; text-indent: 0; }
HOME » DE DENTRO PRA FORA » Fazendo a diferença

Fazendo a diferença

menino-escola-size-598

 

“ A professora Teresa conta que no seu primeiro dia de aula parou em frente aos seus alunos da 5ª série  primária e, como todos os demais professores, lhes disse que gostava de todos por igual. No entanto, ela sabia que isto era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado um garoto chamado Ricardo.

 

Ela, aos poucos, notava que ele não se dava bem com os colegas de classe e muitas vezes suas roupas estavam sujas e cheiravam mal.  Houve até momentos em que ela sentia um certo prazer em lhe dar notas vermelhas ao corrigir suas provas e trabalhos.

 

Ao iniciar o ano letivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações. Ela deixou a ficha de Ricardo por último.  Mas quando a leu foi grande a sua surpresa…

 

Ficha do 1º ano: “Ricardo é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos. Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele.

 
Ficha do 2º ano: “Ricardo é um aluno excelente e muito querido por seus colegas, mas tem estado preocupado com sua mãe que está com uma doença grave e desenganada pelos  médicos.

 
Ficha do 3º ano: “A morte de sua mãe foi um golpe muito duro para Ricardo. Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse.

 
Ficha do 4º ano: Ricardo anda muito distraído e não mostra interesse algum pelos estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aula.”

 

Ela se deu conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada…  E ficou pior quando se lembrou dos lindos presentes de Natal que ela recebera dos alunos, com papéis coloridos, exceto o de Ricardo, que estava enrolado num papel de supermercado. Lembrou que abriu o pacote com tristeza, enquanto os outros garotos riam ao ver que era uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade.

 
Apesar das piadas ela disse que o presente era precioso e pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão.
Relembrou, ainda, que ele lhe disse:

 
– A senhora está cheirosa como minha mãe!
E, naquele dia, depois que todos se foram, a professora chorou por longo tempo… Em seguida, decidiu mudar sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Ricardo.
 Com o passar do tempo ela notou que o garoto só melhorava. E quanto mais ela lhe dava carinho e atenção, mais ele se animava. Ao finalizar o ano letivo, Ricardo saiu como o melhor da classe.

 

Seis anos depois, recebeu uma carta de Ricardo contando que havia concluído o segundo grau e que ela continuava sendo a melhor professora que tivera. As notícias se repetiram até que um dia ela recebeu uma carta assinada pelo Dr. Ricardo Stoddard, seu antigo aluno, mais conhecido como Ricardo.

 

Tempos depois recebeu o convite de casamento de Ricardo. Ela aceitou o convite e no dia do casamento estava usando a pulseira que ganhou de Ricardo anos antes, e também o perfume.

 

Quando os dois se encontraram, abraçaram-se por longo tempo e Ricardo lhe disse  ao  ouvido:
 “Obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer a diferença.”

 

E com os olhos banhados em lágrimas sussurrou:

 
– Engano seu! Você é que me ensinou que eu podia fazer a diferença. Depois de te conhecer aprendi a ensinar e a ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma dos alunos.

 

 

Uma frase da Madre Tereza de Calcutá  marcou sensivelmente minha forma de levar a vida, de trabalhar, de me relacionar. Ela dizia: “Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz.”

 

A vida moderna cada vez mais está isolando as pessoas,  afastando uns dos outros. Estamos nos tornando mais individualistas e insensíveis. A impressão que fica é que não estamos muito preocupados  com o impacto do nosso comportamento nos outros, no meio em que vivemos, ou onde estudamos ou trabalhamos. E no fundo, no fundo, o que todo ser humano, lá no seu íntimo,  deseja é  ser amado, de receber atenção… E quando ocorre a falta dessa atenção, o resultado é uma dor emocional imensa. Assim, a criança que grita, o adolescente rebelde ou o jovem agressivo, estão todos igualmente gritando por atenção.

 

Não pretendo aqui dizer que devemos somente pensar nos outros, mas sim poder, com pequenos gestos, fazer a diferença na vida de alguém.

 

“A rejeição fere. A atenção cura”. É só isso!

 

Grande abraço e ótimo fim de semana!

 

Elisabeth Sversut

Deixe um comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*


Scroll To Top