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As máscaras que usamos

mascara

 

“Cada vez que ponho uma máscara para esconder minha realidade, fingindo ser o que não sou, faço-o para atrair o outro e logo descubro que só atraio a outros mascarados distanciando-me dos outros devido a um estorvo:

 

– A máscara.

 

Faço-o para evitar que os outros vejam minhas debilidades e logo descubro que, ao não verem minha humanidade, os outros não podem me querer pelo que sou, senão pela máscara.

 

Faço-o para preservar minhas amizades e logo descubro que, quando perco um amigo, por ter sido autêntico, realmente não era meu amigo, e, sim, da máscara.

 

Faço-o para evitar ofender alguém e ser diplomático e logo descubro que aquilo que mais ofende às pessoas, das quais quero ser mais íntimo, é a máscara.

 

Faço-o convencido de que é o melhor que posso fazer para ser amado e logo descubro o triste paradoxo; o que mais desejo obter com minhas máscaras é, precisamente, o que não consigo com elas.”

 

 

Todos nós, em maior ou menor grau, usamos  muitas máscaras em nossas vidas. A  psicologia usa o termo ‘persona’. Personalidade vem da raiz “persona” que significa máscara. A sociedade nos impõe papéis diferentes e assim vamos cada vez mais nos distanciando da nossa essência, do nosso Eu verdadeiro e quase sempre para atender expectativas de outros, para sermos aceitos pelo outro.

 

As máscaras quando usadas adequadamente servem momentaneamente para alguns propósitos.  Muitas vezes podemos usar uma “máscara” para nos ajudar a dar um primeiro passo e por isso tem seu valor. São aquelas máscaras que usamos, por exemplo, como se realmente fossemos ou tivéssemos: – coragem para falar em público,  falar um não, apresentar um determinado projeto, enfim, máscaras que nos ajudam a ter atitude adequada a uma determinada situação.

 

Porém, o perigo é se perder , assumindo cada vez mais papéis, acumulando máscaras e mais máscaras, acabando por não saber mais qual é a nossa verdadeira identidade.

 

Muitas pessoas se tornaram tão falsas e estão vestindo tantas máscaras que é quase impossível penetrar em sua face original. Para situações diferentes usamos máscaras diferentes. Explico: Quantas vezes observamos por exemplo, um Gerente  falando com um funcionário de uma maneira e com um superior hierárquico de outra maneira, ou seja: máscaras diferentes para ocasiões diferentes. Ou amigas que quando se encontram, se beijam, dizem que estavam com saudades, faz um elogio, mas rapidamente depois que se separam,  falam coisa horríveis, falam mau pelas costas. Você já  teve oportunidade de observar isso?

 

Mas então onde nos encontramos? Será que ainda temos uma real identidade? Será que se tirarmos  todas as máscaras, restará alguma coisa da nossa essência ou somente um vazio?

 

O desafio é irmos aos poucos nos desvencilhando de tantas máscaras. Deixando–as cair e vendo o quanto estavam gastas, enferrujadas de tanto uso que fizemos ao longo dos anos.  Temos que ter consciência de que quanto mais a usamos, não é só aos outros que enganamos, mas, a nós mesmos, esquecendo quem realmente somos.

 

É preciso passarmos por um processo de mudança, de renascimento e isso só é possível através do  abandono de máscaras. É muito difícil, mas não é impossível. A cada máscara que cair, sentiremos como se uma morte aconteceu. Mas para cada morte, uma nova vida é liberada e esse é o processo de renascimento, de   crescimento pessoal.  Só assim poderemos voltar à nossa essência, aquela que nos foi dada por Deus.

 

Um grande abraço e até a próxima!

 

Excelente semana a todos!

 

Elisabeth Sversut

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